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Psicóloga especialista em luto fala de rituais que podem ser feitos em memória dos pets que se foram

Para muitas pessoas, a chegada do fim de ano é sinônimo de confraternização, festa e alegria, entre os amigos, familiares e colegas de trabalho. Já para outras, a época traz sentimentos de saudade, tristeza e até melancolia. Principalmente para aqueles que perderam um ente querido e sentem a falta da pessoa amada.

O sentimento não é diferente para aqueles que passarão Natal e Ano Novo sem a companhia de seus pets. Ao longo dos anos, a relação entre humanos e animais tem evoluído de maneira surpreendente. Hoje em dia, os bichinhos de estimação são considerados membros da família e companheiros inseparáveis, sempre prontos para oferecer amor e carinho sem medida.

A psicóloga especialista em luto do Morada da Paz, Simône Lira, explica que o luto é um dos maiores estressores para o ser humano, visto que se trata do rompimento de um vínculo significativo. “Isso nos coloca diante de um conjunto complexo de reações frente a esse processo. Um exigente trabalho psíquico em todos os momentos e ainda mais em datas difíceis a serem vivenciadas, agora com a ausência física do ente. Não há como generalizar nem fornecer receitas para um processo que é singular”, explana.

Os amigos e familiares que estão ao lado de pessoas enlutadas podem ajudar na expressão dos sentimentos e emoções, estando disponíveis para o acolhimento das reações e a escuta de todas as histórias narradas e revividas pelo enlutado. “O mesmo acontece com enlutados pela perda de animais, ainda que culturalmente haja uma interdição e questionamento em relação ao vínculo homem/animal e só quem sente a dor pode falar sobre a sua dor e o vínculo significativo que foi estabelecido com o pet. À medida em que há esse rompimento deve ser acolhido e respeitado em seus desejos e necessidades”, expõe Simône Lira.

Para ressignificar o luto pela perda do pet, no Natal e Ano Novo, muitos tutores podem lançar mão de algumas iniciativas, como fazer um altar em homenagem ao animal de estimação, colocando as cinzas, fotos, e brinquedinhos preferidos ou até mesmo colocar um porta retrato na mesa em que será posta a ceia natalina como forma de participação dele nos festejos. É o que vai fazer a psicóloga Cláudia Buarque, em memória do seu cachorro da raça poodle, de nome Bob Nick, que faleceu no início de dezembro.

“Como este será o primeiro Natal e Réveillon sem o nosso pet, vamos pendurar umas fotos dele na árvore de natal daqui de casa e colocar os brinquedos que ele sempre brincava junto dela. Esta é a forma que encontramos de ele estar presente conosco como sempre estava. Fazer esse tipo de homenagem é importante justamente para que o pet sempre fique sempre presente na nossa memória”, frisa Cláudia.